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28/02/2010 - 20h33

Uma reflexão para harmonizar capital e trabalho

por Professor Neiff Olavo Gomes Satte Alam

Professor Neiff Olavo faz parte do pedroosorio.net desde 24/08/2007.
Escreveu ao todo 119 artigos.



Sem muita pressa, mas nem tão lento que possa parecer medo de dar um passo diferenciado, nem tão rápido que possa parecer uma provocação à selvageria capitalista, parece que, dentro de um bem-vindo ecumenismo, promove-se a Campanha da Fraternidade de 2010, um avanço de diferentes religiões, com forte presença da Igreja Católica, contra a fome capitalista que promete engolir quaisquer aspirações de uma enorme e majoritária parcela da população humana em busca de dignidade e cidadania.

Juntam-se a estes os que pensam como eu, que a justiça social só se fará no momento em que as políticas públicas, nascidas e criadas pelo povo, sejam de Estado e que tenham como centro o humano, o social e o investimento na busca de índices ideais de satisfação; sem demagogias, sem comprometimentos com os que colocam o lucro acima do trabalho e que ignoram que é do trabalho, desde o mais simples ao mais exigente de qualidade, que se dá o sucesso das empresas públicas e privadas.

Sem muita pressa, mas já não sem tempo, inicia-se uma mobilização de pessoas e entidades que creem em utilização da economia para por ordem na casa, afinal, não é este o conceito de economia? Administrar a casa! Vejam bem, não há pretensão de eliminar a economia, o capital, o lucro, investimentos, etc., mas fazer com que políticas econômicas sejam para "servir ao homem e não servir-se do homem".

Quando um governante inicia seu governo com a prioridade de "colocar as contas em dia", "promover déficit zero", "pagar os credores internacionais", enfim, esquecer que tem que começar por programas que restabeleçam a dignidade dos governados e transforme os miseráveis em cidadãos, que dê apoio aos marginalizados e ao mesmo tempo desenvolva políticas de emprego, para que os beneficiados por estes programas não se sintam esmoleiros, mas filhos que se preparam para uma vida mais digna, elevando a auto estima, agora já com alguma pressa.

Com muita pressa, já com o risco de perdermos uma ou mais gerações, temos que acelerar políticas públicas de estado para inserir todos os brasileiros no mundo do conhecimento. Um mundo onde as informações possam ser alvo de uma prática reflexiva suficiente para que cada pessoa tenha o sentido certo de seu lugar, em tempo presente, e de seu destino, em tempo futuro.

Urge, então, que aceleremos o processo de viabilizar o maior conhecimento possível a todo o cidadão brasileiro, colocando, então, como prioridade, investimento maciço em educação. Desta forma permitiremos que cada homem, mulher ou criança tenha a perfeita noção de sua responsabilidade para com o futuro, seu e do país, e que tenha um presente, que é sua realidade, capaz de formar lembranças, seu passado, com orgulho e felicidade.

Tanto os crentes como os não crentes participarão desta Campanha da Fraternidade de 2010, pois, ética, satisfação de viver, dignidade, cidadania e busca da felicidade servirão a todos, com muita ou pouca pressa, desde que aconteça.








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