As lutas que travamos dentro de nós
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Primeiramente, gostaria de agradecer a todos que leram meu 1º artigo: “Geração Coca-Cola”, tornando-o o mais acessado nos últimos 30 dias (porém escrito há uma semana) do site.
Não sabia eu, que escreveria meu 2° artigo em cima de comentários a respeito do 1º, mas meu fraco desempenho virtual, já me fez escrever três vezes este artigo. O que torna-o melhor (ou não), por repetibilidade. Pois bem,creio que eu deveria começar explicando o título do mesmo:
Certa feita (há curtíssimo espaço-tempo), fui perguntado se a geração atual saberia pelo que deveria lutar. Fiquei, digamos, matutando... Encafifado talvez? Como responder?
Fiquei pensando que não é bem por aí... (adoro surpreender e ser surpreendido, é claro que, positivamente). Não é uma questão de procurar uma causa para lutar, ou de ter força, ou não, de lutar. Porque motivos não faltam para lutarmos. Então o que seria? Resumi numa palavra:
Desesperança...
Diria o otimista: - “A esperança é a última que morre...”
Já o pessimista: - “A esperança é a última que morre. Mas morre.”
Eu digo: Se há vida, há esperança. Se o sol nasce novamente a todo dia, há de ter esperança.
Se o sol nasce para todos, deve de haver alguma esperança.
Não seriam, então, os motivos pelos quais somos impelidos a lutar, os mesmos motivos os quais nos levam a perder a esperança? E foi aí que eu não entendi mais nada.
Não precisa procurar motivos, estão todos aí. Quem não luta por si próprio? Por que é aí que começa tudo. No título do artigo. Nas lutas que travamos dentro de nós...
E, por acaso, alguém que não vence seus próprios medos e erros ajudará o outro em sua luta?
Eu acredito, historicamente falando, que o homem já nasceu apto a enfrentar suas lutas.
E quanto aos motivos: Lutar pela família; pelos amigos; por um salário digno; por sinceridade; lutar pelo o que eu achar que valha a pena. Isso quando a luta for a favor. Porque se a luta for contra, também é só escolher: Lutar contra a falsa moral; contra a mentira deslavada; contra a corrupção; a desigualdade; o preconceito; a miséria; o descaso; contra a violência...
No fundo, enquanto venço minhas batalhas dentro de mim, sonho e tenho esperança.
Já dizia o ditado: “Luta melhor quem tem os mais belos sonhos.”
Quem dera pudéssemos derrotar nossos inimigos, sem lutar. Mas aí, nem em sonho.
E aí, nem a vitória conta mais, e sim, a luta.
Portanto, boa luta a todos nós.
E continuo calmo. Como um tigre de olhos fechados.
Mas quando abrir...

